sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Me leva pro teu mar

Agora vou ser sincera e tentar parar de esconder tudo. Eu queria fingir que nada aconteceu, então poderia conviver comigo mesma. Mas, se você quer saber, na realidade, nem eu agüento mais esconder todo esse sentimento. Eu acho que é amor.
Eu queria esquecer que isso existe. Não quero sentir nada; quero ser invencível. Mas não consigo evitar: é só você passar e eu perco o pensamento. Como num passe de mágica eu esqueço que tento me livrar do amor e todas as implicações que vem com ele. Só que não é tão fácil quanto parece. “Coração não é tão simples quanto pensa.”
Chega a mim, aproxima-se um pouco, cadê meu ar?
 (Ai meu Deus como a vida é linda)
E eu sorrio só por te ver sorrir. Ter-te ao meu lado é a maior benção. Já havia esquecido essa borboleta no estômago que parecia coisa de outro mundo. E o amor então?
Eu diria ser só um truque bobo feito para haver relacionamento e perpetuar espécies; mas quem não quer levar essa rasteira da natureza?
Tragas-me e leva-me pro teu mar. Perco-me nos teus olhos e mergulho sem pensar... Voltarei?

Céu

Ele olhou para ela e suspirou, preparando-se para explicar algo inexplicável.
­            - Sabe o que eu queria? – Falou, sentando-se ao seu lado no banco.
- O quê? – Ela perguntou tímida.
- Eu queria um amor corajoso, indomável... Aquele amor que te deixa sem fôlego e você só quer mais e mais. Ou melhor, precisa de mais.
“Um amor que te transforme, sempre em alguém melhor. Que faça você querer sempre mais de si mesmo. Que lhe dê perguntas existenciais e que te faça perceber que elas não têm resposta. Mas, que viver ultrapassa qualquer dúvida.
“Quero um amor forte e sensível, extrovertido e tímido, aberto e reservado.
“Um amor que seja como o céu: lindo por fora, mas ainda mais dentro das nuvens; imprevisível, mas curioso o suficiente para você buscar pelo final; e familiar, que sempre lhe oferece uma boa lembrança e um colo para sentar.”
Perdido em seus devaneios, só após um longo silêncio ele olhou para ela, curioso pela resposta.
Encontrou um sorriso delicado e olhos brilhando.
-Acho que te entendo perfeitamente. – ela disse – Você é meu céu.

I'm 4 real

Isso é tudo verdade? Ou é apenas um devaneio?
Porque pelo jeito que você me olhou noite passada, eu fico me perguntando se é real. Eu não quero ouvir um adeus, não posso fazer nada com meus sentimentos. Fica aqui e me abraça. Quando você está, não há mais ninguém pra mim. Me faz sentir tão bem, não vá embora... E meu coração?
Eu não sei se consigo fazer isso sozinha... Espera, alguma coisa profunda aqui dentro mudou. Você não pode  me ajudar? Eu não quero ficar sozinha. Está tudo bem.
Quantas perguntas para tantas respostas que eu não consigo achar? Será que um dia elas chegam? Todos se sentem assim? Não dá pra gente ir pra um lugar mais feliz?
Adeus, olhos castanhos...
Adeus, luz do sol...
Adeus, por enquanto...
Eu tenho que ir e te deixar sozinho. Mas sempre saiba que eu te amo tanto, muito. I love you so...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vagando

Esqueça o que já passou,
A alegria vive para ser vivida,
As lembranças sobrevoam em silêncio,
Enquanto há sopro de vida

Te espero quieta em segredo,
Até mesmo de uma parte de minha alma
Pois não sei até onde vai a loucura
Se você foi ou não embora (?)

As tardes de repente são vazias,
Sua companhia sempre me convém
Para aplacar a chuva que cai pura,
Talvez eu dance sem amanhã...
Mas uma certeza eu sempre terei,
Que meus dias hão de ser ensolarados,
Não importa, o amor um dia vem
Mesmo que ele já tenha por mim passado.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Era amor

Era amor.
O que corria entre suas veias cada vez que trocavam um olhar.
Era o amor crescendo mais e mais cada vez que os encontros também cresciam.
Era amor, mais que tudo, o que sentiam um pelo outro.

Era o amor que fazia com que ela sorrisse o tempo todo sem motivo algum. E era esse mesmo amor que fazia com que ele quisesse conquistar apenas ela, todos os dias.

E todos os dias eles acordavam felizes por poder viver mais um pouco ao seu lado. Compartilhavam lembranças já vividas e produziam outras que hão de ser lembradas. E o tempo parecia voar, sumir, não havia explicações: sempre faltava um pouco de cada um quando se separavam.

E esse amor só crescia mais, tanto que fazia explodir o peito de paixão: anos passaram e os dois permaneceram ligados como lua e estrelas.

Numa tarde chuvosa de verão, após molharem-se dançando na chuva, ele ajoelhou-se e lhe mostrou um anel; e ela chorou de felicidade enquanto dizia "sim".

Logo estavam correndo pelo altar e criando mais capítulos em sua história juntos, como devia ser. Conseguiam se imaginar velhinhos, um ao lado do outro, com suas cadeiras de balanço e bengalas, olhando a paisagem. E quando isso chegou já não havia surpresa nenhuma estampada em seus rostos.

Estavam rodeados de netos, noras, sorrisos, e, principalmente, sua alma gêmea.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Grande John

E se eu dissesse que eu sinto falta de algo que nunca tive? De um amor que não seja platônico e, de preferência, correspondido. Têm tantas possibilidades que meu coração ainda não explorou que eu sinto por elas; parecem ser tão bonitas e dá vontade de ver como tudo é por dentro. Aliás, tudo precisa mesmo ser visto por dentro.
As pessoas, por exemplo. Nenhuma face linda pode mudar o interior não-tão-maravilhoso que encontra-se nessa cara bonita. E no final a beleza interior ganha muito mais pontos, em minha avaliação.
Procure ser algo mais a você, não aos outros. Consequentemente, ninguém tenta aproximar-se de uma cara amarrada e um sorriso infeliz.
E, para variar, vou terminar esse post sempre ao contrário, feliz com meu silêncio:
"Quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
Disse John Lennon.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Devaneios necessários

Agora que já fui sincera e admiti pra mim mesma que eu te amo, isso tudo parece muito pequeno. É como um bicho de sete cabeças que você descobre ser um bichinho de pelúcia. E perdi esse tempo sofrendo para nada.
É tão mais fácil olhar para o espelho e dizer umas verdades à evitar olhar-se por medo do desconhecido.
Já cheguei até em outro patamar do nosso relacionamento: "E daí que eu te amo?", e essa terapia de sentimentos está favorecendo muito meu amadurecimento.
Não tem problema. amar alguém que não te ama. Ou pensar que ama alguém que não te ama. Vai ver, você só ama as lembranças com essa pessoa. E, talvez, eu chegue à mesma essa conclusão.
Já estou mais jogando tudo pro alto e sorrindo para a vida que prendendo-me à velhos costumes. É tempo de mudar e tentar coisas novas; tempo de dançar na chuva corajosamente; tempo de pôr a cara à tapa e impor seus desejos; tempo de ser feliz (aliás, todo tempo é tempo de ser feliz); tempo do-que-você-quiser: afinal, a vida é sua e dela você sabe o que quer fazer.